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domingo, 13 de abril de 2014

Você é apenas uma criança com medo.

Ok. Não sou uma pessoa de contato.
Ok. Não sou uma pessoa de contato por medo de me machucar.
Ok. Não sou uma pessoa de contato porque a única pessoa que realmente me deu carinho morreu.
Ok. Não sou uma pessoa de contato porque tive que aprender a viver sem carinho.
Ok. Não sou uma pessoa de contato porque preferi descobrir um outro tipo de carinho menos agressivo. Um que eu consiga superficialmente sem medo de me machucar.
Ok. Não sou uma pessoa de contato por medo.
Ok. Não sou uma pessoa de contato.
Ok.
Ok.

Ok.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dever

Não quero, mas devo. Sei que devo. Preciso fazer isso. É pro bem de todos. É pro bem dos meus. Mas eu não quero. Ainda não. Não estou pronto. Ainda não. Não tá na hora. Mas porque então ficam dizendo que tá na hora. Não tá na hora. Não. não. não.

Tem horas que devemos escolher entre o que é certo e o que é fácil.

hora de escolher.

domingo, 8 de dezembro de 2013

So you're Nineteen now

I'm gonna stay eighteen forever 
So we can stay like this forever 

Ok, parece que eu faço 19 anos daqui a 15 minutos.
Posso dizer que 18 foi, até agora, o melhor ano da minha vida. Ano que eu conheci milhares de pessoas maravilhosas, ano que eu trabalhei, que eu suei, que eu chorei, mas que eu, de fato, vivi intensamente, cada minuto, cada segundo.
And we'll never miss a party  
cause we keep them going constantly 


18 foi o ano intenso da reviravolta. O Ano das baladas, o ano do início da Faculdade, o ano da Dirigência, o ano do 57º e 58º EACs, foi o Ano da Lufa-Lufa, foi o ano no qual conheci a Lufa e me tornei monitor da mesma. Foi o ano que eu me apaixonei e me decepcionei, foi o ano que eu quase me entreguei, foi o ano que eu  me aproximei de pessoas maravilhosas que eu não quero largar de jeito nenhum. Foi o ano que eu vi que ainda tem muita coisa pra mudar, ainda tem muita coisa pra ser feita, que eu preciso e quero e vou e que essas são as 3 palavras que me moveram, me movem e me moverão, daqui pra frente.

19 , eu não sei o que você tem guardado pra mim, mas se você quiser superar os 18, você vai ter que se esforçar bastante.
And we'll never have to listen 
to anyone about anything
cause it's all been done and it's all been said 
we're the coolest kids and we take what we can get

sábado, 30 de novembro de 2013

Pianos e notas

"O que toca no coração do maestro ou do pianista, nem sempre condiz com as notas claras, verdadeiras e sinceras do instrumento em suas mãos. 

Cuidado com as notas que soam de seus pianos, e com as notas que saem de você sem você sequer perceber. As vezes tentamos uma nota alta, onde só mostra o quão baixo somos. "

Jéssica Véras

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

You haven't gone yet, but I am already broken.

'Cause I'm broken when I'm lonesome

Eu tenho medo. Sim, isso é medo. E é infantil e idiota. E eu tô com medo de te perder, eu tô
com medo porque mesmo você sendo um velho teimoso, você é o meu velho teimoso. E eu te
amo. E eu não quero te perder, e esse AVC só fez eu perceber o quanto a sua canção está
acabando e eu não sei como eu vou conseguir lidar com isso. Eu não sei se eu quero lidar
com isso - melhor, eu não quero lidar com isso. Eu não quero passar por todo um processo
que eu já passei há pouco mais de dois anos. Eu não quero ter saudade, eu não quero chorar
porque não consigo lembrar da sua voz direito, eu não quero chorar porque você faz falta.
Porque eu sinto um pedacinho de mim que foi. Não quero, não quero não quero. E eu posso
tá parecendo uma criança. Foda-se. Que eu seja uma. Mas eu. não. quero.



Eu estou com medo.




E a sua canção ainda não terminou, mas o fato de eu conseguir entender que logo tocarão as
notas finais faz com que eu simplesmente congele e simplesmente queira voltar pra bolha e
ficar lá.

E eu tô dando graças porque meu pai foi dormir no hospital hoje, porque eu não quero que ele
me veja assim.




And I don't feel right w
hen you're gone away

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Changing Paths

Tanta coisa mudou nos últimos 7 meses. Conheci tantas pessoas, tantos lugares, tantas experiências, que eu só queria saber se quando eu me olhar no espelho, eu vou perceber que eu não sou mais aquela pessoa de uns tempos atrás. E se essa mudança foi boa ou não. Engraçado, tenho medo de me olhar no espelho. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Discurso de Formatura


Discurso abaixo foi o meu discurso de formatura do Ensino Médio. E eu senti uma necessidade grande de colocar ele aqui porque ele é muito o que eu sinto em relação dessa fase que está pra começar.

Boa noite a todos aqui presentes: Direção, coordenação, professores, funcionários,
alunos, amigos, pais de alunos e demais convidados que fazem parte desse eventoúnico nas nossas vidas – A colação de Grau dos Alunos das turmas 311 e 312 de2012 do Colégio Martins- Vila Isabel.
Quando estávamos no jardim da infância, nos perguntaram o que queríamos sequando crescêssemos. E logo, Dizíamos: Bombeiros, Astronautas, Presidentes, pilotos de avião, entre outros

Aos 10 anos, voltaram a nos perguntar e dissemos: Músicos, Artistas... e, bem, no meu caso, Atleta.

E agora que somos mais velhos, querem uma resposta mais centrada e mais séria.
O mais certo seria dizer: ‘Quem é que sabe?’
Muitos devem se perguntar por que estou dizendo isso. Logo eu, que sempre tive

plena convicção de fazer Direito. E a resposta é simples: Nada sabemos do futuro.
E nos preocuparmos demais com ele é tão eficaz quanto tentar resolver umaequação Algébrica mascando chiclete. Não adianta tomarmos decisões apressadas
e sem pensar, das quais podemos nos arrepender durante a nossa vida
profissional. Afinal, é o que pretendemos estudar nos próximos 4, 5 ou até 10
anos. É o que iremos fazer pelos próximos 30 a 40 anos.
Esse é o momento de cometermos erros. De pegar a linha do metrô errado e irparar na Pavuna. De se divertir, se apaixonar, de mudar de ideia e depois desmudar, porque nada é de fato, permanente.


Esse ano poderia ser definido de várias formas: Decisivo, estressante, assustador,
ou divertido, louco e engrandecedor. Durante esse período, os nossos nervos,
nosso autocontrole, nossa responsabilidade e nossa força de vontade foram
postas à prova. Mas graças ao apoio dos nossos queridos mestres e de todo o
corpo docente conseguimos, juntos, vencer essa batalha e concluir esse capítulo.
com louvor, posso até arriscar a dizer.

A palavra “acabou” não conseguiria de todo explicar o que sentimos. Teremos
saudades da convivência diária, das brincadeiras, das palhaçadas, das imitações.
Existem pessoas que conheci aqui e que pretendo levar comigo para o resto da
minha vida. Não sei se poderei realizar esse desejo, afinal, a partir de hoje
trilharemos caminhos separados e ficará cada vez mais difícil de nos encontrarmos.
Mas se há algo que eu aprendi nesses poucos 18 anos de vida, é que não importao quão distante estejam dois amigos, eles sempre manterão contato. Até porque,
hoje em dia, temos facebook, twitter, skype e várias outras formas de nos comunicarmos.

No início do ano, éramos a turma que ninguém dava nada pela gente.

Simplesmente porque –abre aspas- os melhores alunos – fecha aspas- haviam ido
para outra turma. Mas no decorrer do ano, isso mudou. As turmas, de um modo
geral, se mantiveram equivalentes e demonstrando garra em busca Uma vaga no
ensino superior, na maioria dos casos, público.
Sentiremos falta de nossos professores, que com suas filosofias de vida e ensino,
nos cativaram e nos ajudaram em todos os momentos que pensávamos em
desistir. Fosse para fazer uma aula mais lúdica com dinâmicas, simplesmente para
parar e perguntar: “Vocês tão muito pra baixo! Podem falando, o que houve?” oupara dar aquela pressãozinha necessária para estudarmos mais. Aos poucos,
aqueles professores que nos anos anteriores não gostávamos tanto haviam se
transformado nos nossos mais queridos mestres. Obrigado a todos você pelo
apoio, pela garra e pela vontade de ensinar. Vocês são mais que vitoriosos!
Para finalizar, é preciso enfatizar que esse não é um momento de tristeza porque

nos despedimos. Não; esse é um momento de reflexão, de aceitação. De olhar
para frente. Um momento de admitir que a vida de cada um de nós é feita de
fases. Tudo muda. O mundo muda; nós mudamos. Amadurecemos, e não
envelhecemos, até porque só envelhece quem quer. Nossas prioridades mudam e
mudarão; nossa leitura de mundo também. Não devemos nos entristecer porque
as coisas acabaram, e sim agradecermos porque elas existiram. Aliás, nada
acabou; muito pelo contrário. Esse é somente o começo, o nosso começo.
 Hoje é o dia em que nos tornamos cidadãos para o mundo. Hoje nos tornamos

responsáveis por algo que vai além de nós mesmos, nossos pais ou as nossas
notas. Hoje nos tornamos responsáveis para o mundo, para o futuro e para todas
as possibilidades que a vida tem a nos oferecer. Hoje nós viemos nos apresentar
de braços abertos. Para assumir a vida, assumir o amor, assumir a
responsabilidade e possibilidades. Hoje, meus amigos, começamos a maior
aventura de todas: O resto de nossas vidas. E eu, particularmente, mal posso
esperar.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Adeus ano velho, Olá vida nova

Don't you ever wonder what
will happen when it ends?


Eu sempre digo que não vou fazer textos sobre final de ano porque essa é a coisa mais lame que existe. E eu sempre acabo fazendo. Oras, alguém está surpreso?

2012 definitivamente não foi o melhor ano da minha vida. Eu surtei, chorei, quase perdi a cabeça várias e várias vezes. Tive vontade de desistir. Tive vontade de ficar na minha cama e não sair. Tive vontade de por tudo a perder, me estressei, briguei, gritei, xinguei dentre tantas outras coisas. Vestibular, os dramas do colégio, o drama da Juliana. E sinceramente, as vezes dá vontade de simplesmente fingir que esse ano não existiu

.
How Can we let go of the
The ones who we call friends?


Aí eu lembro das coisas boas. De tudo o que me fez feliz. Sobre como eu ganhei amizades, como tive relacionamentos - que acabaram dando errado, mas assim é a vida - como eu ri, eu comemorei, me diverti. Sobre as pessoas que eu ganhei na minha vida esse ano: O Shade, A Cah, A Lih, O Tauan, A Karol, A Gi, A Piquet, A Bia Lessa; pessoas que eu não quero que saiam tão cedo. Tive coisas boas: Os EACs, A Vigília e  finalmente, depois de 14 anos, acabou a escola.
E essa sensação de que tudo muda e ao mesmo tempo não. Sobre ano que vem começar duas  faculdades, ser dirigente, voluntário da JMJ. E ao mesmo tempo que tudo isso me preocupa eu mal posso esperar.

E eu não sei o que o futuro me aguarda, mas eu tô aqui, me apresentando de braços abertos para as possibilidades e as responsabilidades. Nesse ano, a vida começa de verdade, e será uma grande aventura.

And life starts now.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Crescer

Crescer é um ato involuntário. Quem me dera se o não fosse.

Quando nós éramos pequenos, nós achamos que crescer é o máximo. Que vamos ser os donos das nossas vidas. Que a vamos decidir o nosso futuro como e quando der na telha e que tudo vai ficar bem. Mal sabemos nós, que toda essa "liberdade" pode não ser tão boa assim.
Quando nós éramos pequenos, nós sabíamos tudo o que ia acontecer: íamos começar um novo ano, íamos levantar, tomar banho, tomar café, ir pra escola, assistir aulas ver as mesmas pessoas e assim sucessivamente. Mas quando a escola acaba, não é assim. Você realmente não sabe qual é o próximo passo. E não ter certeza sobre como dar o próximo passo assusta por não estarmos acostumados a esse tipo de decisão.
Quando nós éramos pequenos , nos perguntam se querermos sorvete de chocolate ou baunilha. Quando somos adultos nos perguntam o que queremos fazer pelo resto de nossas vidas.São decisões, guardadas as devidas proporções, que teremos que fazer pelo resto de nossas vidas. São essas decisões que vão construir o que somos, quem somos.

Quando nós éramos pequenos as coisas não eram tão complexas assim.

Mas fazer o que? A gente cresce sem querer.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Quando o futuro é incerto.

Você pode passar pra uma pública.

Você pode não passar.

Você pode fazer cursinho.

Você pode ir pra uma particular.

Ano que vem tem JMJ.

Ano que vem você vai ter mais responsabilidades.

Ano que vem você vai entrar na auto-escola.

Nada é certo. Tudo é incerto. E o incerto da medo.

Entregar, confiar, caminhar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

To you with love

Surrounded by familiar faces, the people that you love to see. Where everybody knows your name, and they're smiling! We may not be gettin' younger, our days might be slippin' away. Yeah we're still so fucking young, so we'll party like it's our last day!And for the first time, I feel less alone....And for the first time, I can call this home.

It's our last time, to say goodnight
Don't say goodbye, 'cause in the morning we'll....we'll see you around!
And we'll sing it again, same time tomorrow, yeah we'll all join in!

I'm ashamed of feeling down now. 'cause we're the people we've been waiting on. All we needed was some good friends and a song to sing a long. With voices yelling in the front room, no one could tell us keep it down
So we all just kept it loud, and tried to wake the entire town.

Our days are numbered, we know we're not gettin' any younger but it's nights like these that make you not really care.

We all have been degraded....We all have been the greatest!


Thanks for be the bests i ever needed.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Enfim, a maioridade

Hoje - ou melhor, ontem - foi meu aniversário de 18 anos.

E com ele vieram várias lembranças de tudo o que eu passei. Me veio a estranheza de que agora, tecnicamente poderia fazer tudo o que eu já fazia antes mas era ~proibído~. Me veio o medo e a o "toque" de que agora realmente eu não sou mais uma criança. Que bem ou mal, eu tenho responsabilidades. E eu não digo isso por dizer, acredite.
Veio o pensamento de que agora não tem escola. Que acabou. Que agora é faculdade. Agora é um outro mundo, outras pessoas, outros ambientes...uma fase nova. Hoje eu vejo que o menino que era grande e ao mesmo tempo tão frágil continua grande, e nem tão frágil assim. Claro, continuo tendo minhas fraquezas e minhas forças; mas só é estranho. É estranho ver que os tão sonhados "18 anos da liberdade" finalmente chegaram e você não sabe se isso realmente é bom. Aliás, a gente sempre tem medo da mudança, né? Não que vá mudar tanto assim....mas bem, isso a gente descobre depois.

E que venham as novas experiências, as novas alegrias, as novas tristezas e tudo o que a vida tiver para me oferecer.


It's alright

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Um grande D&D

Hoje eu tive um sonho que realmente havia me perturbado. Um sonho que me fez perceber como as vezes eu tenho mania de controlar tudo e todos a minha volta. Ele me fez lembrar de uma parte de mim que eu sequer gosto de lembrar que existe. Uma parte de mim que se eu pudesse, eu colocaria num baú e nunca a tiraria de lá. E lá ela ficaria trancada, não só para o meu próprio bem, mas pro bem dos outros.

Mas essa é a coisa ruim sobre o nosso "lado negro". Ele está lá, e está lá. Não tem como você simplesmente deletá-lo ou se livrar dele. Ele faz parte de você. Ele faz quem você é. E não adianta. Depois que você cresce - e não digo aqui num sentido de tamanho, mas de mentalidade mesmo. - você cresce e ponto. E tentar fazer o caminho inverso não ajuda.

E mesmo assim eu tento.

Não porque eu tenha uma síndrome de Peter-Pan e queira ser criança pra sempre. Eu também acho que é isso, mas não é bem assim. A verdade é que eu tive que enfrentar a realidade e a dor de ser adulto muito antes do que seria saudável. Me fez forte. Sim. Hoje eu sei que sou uma pessoa infinitamente mais forte. Mas também me fez mais frágil. E eu tenho noção dessa fragilidade. E o fato de ser forte e frágil ao mesmo tempo é um paradoxo que em irrita profundamente.

E eu sempre tive essa necessidade de passar que "tá tudo bem" quando não tá tudo bem. Eu sempre tive essa atitude do "eu vou dar um jeito." "eu consigo" quando eu sabia que não conseguiria sozinho. E mesmo assim eu tento, e quebro a cara muitas das vezes.

A verdade é que eu precisei ser adulto tão cedo que talvez eu esteja vivendo a minha adolescência só agora. E ser adolescente com a cabeça mais velha não é a coisa mais normal que existe.  E talvez seja por isso que eu tenha tantos buracos e as vezes tenha vontade de não sair da minha cama.

As vezes eu acho que desembuchar e desabafar não é o suficiente.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Milhões de estrelas coloridas

Rumo ao infinito, tudo faz sentido


Hoje foi oficialmente o meu último dia como 311. Meu último dia como terceroanista, tercerista, visigodo, candidato ao vestibular em série terminal ou qualquer nome que você queria dar.
É uma sensação de alívio e aperto. Não sei como explicar direito. Alívio porque depois desse fim de semana só vai faltar uma prova e eu não vou ser obrigado a ficar assistindo aulas que eu não preciso mais pra passar de ano ou pra minha específica. Alívio porque o meu horário vai ficar mais humano. Alívio por eu poder ter mais tempo pra dormir, fazer as minhas coisas, até estudar em casa mesmo.

Mas aí vem o aperto.

Não dá, quando você se acostuma a um ritmo, por mais que você reclame, quando esse ritmo mudar, você vai sentir falta. Eu vou sentir falta de olhar pra cara das pessoas que faziam meu dia ficar engraçado ou que me deixavam extremamente puto. Eu vou sentir falta de cagar em aulas inúteis, vou sentir falta de levar susto com o meu professor de química jogando a cadeira no chão enquanto eu tô fazendo o exercício.
 Eu vou sentir falta do "Coé galera! Senta senta aê!" do professor de geografia e até dos comentários sobre "como as garrafas que são vendidas no mercadão de madureira são infinitamente mais baratas que as da 28 de Setembro " feitos pelo professor de atualidades.
 Vou sentir saudades do meu professor de química inorgânica fazendo exemplos geniais. Vou sentir saudade da minha professora de gramática pedindo abracinho.
Vou sentir saudade da professora de redação nos "ensinando a usar a língua", vou sentir saudade dos trocadilhos pouco engraçados da professora de fisiologia e até da voz de gralha da professora de citologia. Ah, e claro, as histórias de viagem da professora de Inglês que perguntou aonde ficava a Drugstore e não a farmacy em Amsterdam.

E aí eu vejo todos eles se despedindo, e apenas no final eu percebo que, pra alguns deles, aqueles que eu não vou ver mais: É pra sempre. E isso é perturbador e bom ao mesmo tempo.

Porque quando a gente tá na escola, a gente sempre espera que acabe logo, mas quando de fato acaba, é uma sensação estranha. E eu sei que grande parte desse sensação se dá pelo fato de a gente passar tanto tempo lá que aquilo lá vira a nossa casa e a a nossa casa vira um mero dormitório.

Hoje, um dos nosso professores disse: " Que vocês aproveitem a vida de vocês. Façam merda mesmo,Vivam a juventude de vocês. Vivam a vida.Transem muito, bebam muito, beijem muito na boca. matem aula no bar em frente a faculdade pra tomar chopp. Cês estão na idade disso. Tomem porre. Mas não peguem no carro. Não peguem em drogas. Não acabem com o maior bem que vocês tem: Com o corpo de vocês. a essência de vocês, a vida que vocês possuem, que é só uma. Que vocês seja felizes, que qualquer força que vocês acreditem que reja vocês: seja Deus, Jesus, Alah ou qualquer outra, ou mesmo até nenhuma; possam guiar vocês sempre. Que vocês tenham consciência de que, agora, é com vocês. Não vai ter orientadora, não vai ter coordenador. Se você copiar matéria, que bom; se você não copiar, FODA-SE. É a vida de vocês que vai tá em jogo, é o sucesso profissional de vocês. Mas não surtem, não deixem que os estudos consumam vocês.  E que, mais uma vez, cada um seja muito feliz e siga o seu caminho."

E ouvir tudo isso me deu uma ansiedade e um medo e uma animação pelo que está por vir. Pelo que eu ainda vou rir, sofrer, chorar, cantar e tudo mais. Eu devo tá divagando loucamente e falando um monte de merda aqui. Mas é o que eu tô sentindo. Se isso é truestory ou não, isso a gente vê depois.

Eu só sei que, apesar dos apesares, eu vou sempre sentir orgulho de ter sido 11. Porque os anos vão passar, talvez até as pessoas, mas as lembranças não.

Forever Elevens.

Vai ser bem melhor.