segunda-feira, 19 de março de 2012

Ask her if she wants to stay a while…

Sabe, eu não tenho conseguido nominar direito o que eu tenho sentido. Na verdade, tenho sim. Mas o medo de dizer a palavra e me machucar como eu já me machuquei ainda existe, por menos que ela seja agora. Mas o que eu sei é que é uma mistura de sensações boas quem me fazem bem e me deixam feliz. E eu quero me agarrar a elas e não pensar imediatamente nas consequências que elas vão nos trazer. E aí eu passo o dia todo de bem com a vida. Com praticamente nada me atingindo. E eu fico pensando em você e o dia passa rápido. E eu fico cantando mentalmente músicas que me lembram você. E aí tem a música. Aquela música que sempre fez um certo significado pra mim . Mas que agora, ela ganhou um significado totalmente novo e diferente e eu não quero estar só pronto pra cantar a música para você. E sim estar pronto para nós  dois cantarmos juntos. E é inexplicavelmente bom deitar na sua cama sabendo que você não é o único que vai ter dificuldade pra dormir porque você só consegue pensar em vocês dois enfim juntos e querendo juntos. E pensar em você me faz bem porque os últimos dias tem sido cansativos e estressantes e pensar em você deixa tudo bem mais fácil, sabe? 
E é isso o que importa no final do dia. Ter alguém que a gente quer e que quer a gente também. E tudo fica mais feliz . 

sábado, 17 de março de 2012

Querer

Eu quero. Na verdade eu to querendo isso mais do que nunca. Só que as vezes eu não sei se eu deixo isso claro pra você. E eu me sinto inseguro e bobo e com medo de que eu acabe fazendo alguma besteira, com medo de que você não queira mais. E é idiota da minha parte, eu sei. Porque você já deixou mais do que claro que você quer também. Mas eu ainda fico bobo e achando que é tudo bom demais, que isso deve ser um sonho que eu to com muito medo de acordar. E eu continuo aqui, e continuo querendo. É essa a palavra que a gente encontrou pra demonstrar o que a gente sente né?  Querer.

“Close your eyes and I’ll kiss you.
Tomorrow I’ll miss you .
Remember I’ll always be true.
 And then while I’m away
I’ll write home everyday.
And I’ll send all my loving to you”
Acho que isso diz tudo não? 

quarta-feira, 14 de março de 2012

I Want

É tudo muito confuso e estranho e feliz. E eu passo o dia todo pensando em você. Passo o dia pensando no que você deve estar fazendo, se você tá rindo, se você tá naquela mesma felicidade involuntária que eu tenho estado nos últimos dias. Porque eu passo e as pessoas perguntam se tem alguma coisa diferente. “O que aconteceu” ou por que volta e meia eu dou um daqueles sorrisos bobos e aparentemente sem sentido,  enquanto na verdade eu estou passando na minha cabeça o últimos acontecimentos over and over again. 
Não sei se agora eu tô parecendo o maluco, mas eu fico com medo também. Porque eu já vivi isso e doeu e eu tenho medo de que doa de novo. Mas eu não tô me importando, na real. Eu to vivendo. Vivendo e querendo. E eu sei que você quer, o que é bom. Porque é muito bom querer uma coisa que a outra pessoa quer também, E aí vocês passam a querer juntos. 
Então, eu fico me sentindo como se eu tivesse na pré adolescência de novo, ficando inseguro e escrevendo a mesma coisa umas 10 vezes sem saber se eu mando ou não.  E aí eu mando. E aí você responde. E vem aquela sensação estranha em que o seu peito acelera e bate forte e você tá feliz e o riso bobo volta a sua face.
E eu to assim. Você não é a única com buracos estranhos e erros e inseguranças. E talvez seja melhor assim, porque eu tapo os seus buracos e você tapa os meus, e aí a gente segue querendo junto e feliz, com as coisas bonitas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Three

The room’s hush, hush, and now’s our moment. take it in feel it all and hold it.” 

”O que tá acontecendo com a gente?” - Disse ela, não havia um tom de desespero. Era um tom de…receio. Receio de eles poderiam machucar um ao outro. Não era nem um pouco fácil. Ele também se sentia assim. Mas eles tinham decido que eles queriam, então eles iriam tentar, make it happen, sabe? 
“Sei lá. Só sei que é bom.”  - Ele se sentia feliz perto dela, e quando ele conversava com ela. E ela se sentia assim também. Quando eles estavam perto um do outro, os problemas da vida pareciam tão menores ou tão menos significativos do que felicidade eles viviam.
”É. Eu também acho.”

“Eyes on you, eyes on me. we’re doing this right.”

sexta-feira, 9 de março de 2012

Two


“Hoje na aula eu lembrei de você sabia?”- Ele disse enquanto mexia no seu copinho de sorvete. Ele nunca levava a colher a boca. Apenas brincando e esperando que o calor derretesse. - “Sério? Explique.” - Ela ria enquanto levava uma pequena colher a boca.
“Eu estava na aula lendo um texto sobre diferenças da língua. E aí o texto tinha a diferenças de sotaque e eu lembrei do seu.” - Disse ele rindo. - “Ah, nem vem! Meu sotaque nem é tão forte assim!” - Disse ela dando um pequeno empurrãozinho. Não para ele sair de perto dela, mas para que ele não a lembrasse que havia uma distância- por menor que fosse - que os separava.
“Nem é, mesmo. Mas é umas das coisas que me divertem em você.” - ele já havia ignorado totalmente o copo de sorvete e agora olhava para ela. - “É porque isso frequentemente acontece. Eu vejo você  nas coisas que eu vejo, nas coisas que eu leio…em tudo! será que eu tô ficando louco?” - Ela chegou mais perto dele nesse momento. Ela passa a mão pelo seu pescoço contornando-o - “Não.” - Disse ela cada vez mais próxima. - “Você não está. Ao menos, não sozinho.“ 

quinta-feira, 8 de março de 2012

One


“Por que você não me beijou naquele dia?” - Ela perguntou enquanto ele brincava com os cadarços do seu allstar que estavam sobre a perna dele. - “Eu não sabia se você queria. E você parecia insegura quanto a isso.” Ele falou naturalmente. - “Pois deveria!” - Disse ela em um tom ao mesmo tempo divertido e imperativo.
“Pois é. Talvez eu devesse ter beijado.” Disse ele chegando cada vez mas perto até chegar aos seus ouvidos. -“O ontem a gente não pode mais mudar. Mas o hoje ainda dá tempo.”

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cough Syrup

" Life it's too short to even care at all, oh"

Ele pôs cuidadosamente sua mão na dela. Ele tentou acalmar a si próprio. A verdade é que no dia anterior ele tinha vontade de ter dito muitas coisas que não disse. Ter feito coisas que não fez. E isso o deixava perplexo. Ela tirou rapidamente sua mão da dele e virou-se para conversar com outra pessoa por alguns momentos.

Ele apenas voltou a fazer algo no momento em que percebeu que ela estava distraída.

Suas mãos agora passavam pelo seu rosto. Um depois do outro, de uma forma devagar e uniforme. Ela não se mexe e ele tem medo de que ela esteja desconfortável com a situação, porém ele inexplicavelmente continua.

A conversa continua e alguém no meio solta uma piada engraçada da qual todos caem na gargalhada. Ela projeta o seu corpo pra frente e assim ele o faz. Tendo uma oportunidade aninhar cabeça sobre as costas dela por um momento.


Sua cabeça gira e ele continua tocando o seu maxilar e chega mais perto. Ela permanece imóvel. Ele tem medo de ela realmente estar desconfortável em perguntar o que estava acontecendo, ainda mais na frente dos outros. Eles, é claro, provavelmente já tinham notado o impasse.

Ele olha para ela e em determinado momento seus olhos se encontram. Ele não conseguia decifrar o que ela estava sentindo. E isso o deixava nervoso, Pois ele tinha medo de estar sendo completamente inconveniente.


Ela apoia sua cabeça sobre o peito dele. Enquanto ele brinca de fazer nozinhos em seu cabelo carinhosamente. Parecia que ao mesmo tempo todos estavam na sala e que só havia eles naquele momento. Seu coração estava pulsando forte e ele sabia que ela estava sentindo isso. Mas ele não se importava.

Porém não havia reação dela. Pelo menos, nenhuma que ele houvesse julgado como um sinal para continuar. Ele tinha medo de estar forçando as coisas. E por um momento tentou-se desvencilhar, ele não ia fazer nada que ela não quisesse. Ele não queria forcá-la a nada.

Enquanto ele tenta se desvencilhar ela o segura pelo braço e os dois se beijam. Os dois não sabiam o porquê não fizeram isso antes ou o porque tinham feito.

Mas ele sabia- e como ele sabia - que a vida era muito curta pra se preocupar tanto assim. Então, ele preferiu só viver.


 ”One more spoon of cough syrup now, oh”