sábado, 6 de julho de 2013

Espelho

Então, hoje finalmente me olhei no espelho. E descobri que mudei sim. Que minhas feições mudaram, que meu jeito mudou, e não, não é ruim. "A gente muda, tudo muda, mudamos nós"....

Eu só não imaginava que as mudanças seriam tão imediatas.

E lá vamos nós. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Changing Paths

Tanta coisa mudou nos últimos 7 meses. Conheci tantas pessoas, tantos lugares, tantas experiências, que eu só queria saber se quando eu me olhar no espelho, eu vou perceber que eu não sou mais aquela pessoa de uns tempos atrás. E se essa mudança foi boa ou não. Engraçado, tenho medo de me olhar no espelho. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Until the Very End

Eu era um menino anormal tentando ser normal, sabe? Sempre tive tudo que eu quis – talvez por ser filho único, talvez porque meus pais gostavam de serem os pais que os pais deles não puderam ser. 

Um dia – 2003 pra ser mais preciso - meu pai chegou em casa todo molhado com um livro em uma sacola. Na capa, havia um menino montado em uma vassoura. Ele queria que eu lesse, “ sua prima mais velha leu e adorou!” dizia ele. Eu disse que o livro era muito grande, e então, ele me propôs o seguinte desafio: Se eu o lesse, e me dispusesse a conversar sobre o livro depois , ele me daria o robô que eu tanto estava importunando-o para comprar pra mim.

No mesmo momento aceitei o desafio e comecei a lê-lo. Lembro que nada fazia muito sentido. Coisas malucas aconteciam com o menino que ninguém podia explicar. E eu continuei, não mais pela obrigação, mas pra saber o que acontecia, qual era a causa, o porquê. Até que eu descobri, no célebre momento aonde Hagrid conta à Harry que ele é um Bruxo.

Li o livro e ganhei o robô, mas a partir do momento que eu soube que havia continuações do livro, clamei ao meu pai que os comprasse. – Pobre Carlos, mal sabia ele que naquele momento, havia criado um monstro devorador de livros.

No decorrer das semanas e meses, eu já sabia sobre câmaras secretas, duelos, Basiliscos, casais que deviam ou não ficar juntos, sobre Sírius, sobre os Elfos, os marotos, os centauros e estava tão imerso naquele mundo que nada me fazia querer sair de lá. Eu os reli várias vezes e aguardei e vi cada um dos filmes. E cada leitura, com o passar do tempo, me proporcionava uma nova perspectiva: sobre preconceito, sobre aceitação, sobre classes e sobre os próprios personagens. Conceitos complexos para apenas um garoto de 10, 12 anos. Eu sei. Mas eu falei que não era normal, lembra?

Harry esteve comigo quando minha mãe descobriu o câncer enquanto estava grávida da minha irmã. Eu compartilhei da revolta que ele sentia na Ordem da Fênix. Eu de certa forma o entendia, afinal, eu tive que me tornar um adulto, assumir responsabilidades, e Harry Potter era uma das poucas coisas que me faziam voltar a ser um pré-adolescente, mesmo que temporariamente. Minha irmã nasceu minha mãe teve outro câncer e veio a falecer, e em todos os momentos, Harry esteve comigo. E de alguma forma tudo mudou: Eu mudei ali. Meu comportamento mudou, minha percepção se abriu para todas as coisas que eu tentava esquecer e ser só...normal. Mas eu não era normal, e nunca seria. Era hora de parar de keep up with the Dursleys. 

Quando minha mãe morreu, eu escrevi uma fanfic. Então eu descobri que gostava de escrever. Continuei, mas demorei meses para mostrar meus textos a alguém. A pessoa que eu mostrei, por um acaso, era minha prima, que é uma Ficwritter. Ela disse que eu tinha jeito pra coisa. E me apresentou um fórum aonde pessoas se reuniam para escrever sobre Harry Potter e algumas outras poucas séries. Eu conheci novas pessoas, fiz novos amigos, que sabiam exatamente quem eu era. Que não tinham julgamentos prévios. Que me aceitavam e passaram a me amar sem qualquer rótulo.

Eu conheci a mulher que me deu todo um novo sentido a palavra “querer”. Eu descobri em alguém próximo olhos que sempre me apoiariam e sempre estariam lá por mim. Eu admiti minha natureza dupla. Quem eu era, quem eu sempre fui e quem eu sou. 

Harry Potter apareceu para mim como um desafio. Um desafio que aceitei e que deu início as minhas duas paixões: Ler e escrever. Ajudou a formar meus valores e indiretamente a minha forma de ler o mundo. Ajudou-me a fazer amizades que realmente importam, com pessoas que realmente me entendem e me amam do jeito que eu sou; Sem ter de me adequar a qualquer norma para ser aceito. Harry esteve comigo até o fim, assim como eu fui até o fim com ele. Until the very end. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

As vantagens de ser Bobo

"O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." 

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia. 

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. 

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. 

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" 

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! 

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. 

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem."

Clarisse Linspector

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Não saber

Não saber como lidar. Não saber como você tá lidando. Não lidar. Querer lidar e não conseguir. Esperar uma resposta que nunca vêm. Sendo que eu te entendo. Mas esperar sucks. E eu tenho medo de você decidir ignorar o que aconteceu. E só it sucks. It Sucks não poder conversar de boa com você porque o clima tá estranho.

E não saber machuca mais que qualquer coisa.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Discurso de Formatura


O Discurso abaixo foi o meu discurso de formatura do Ensino Médio. E eu senti uma necessidade grande de colocar ele aqui porque ele é muito o que eu sinto em relação dessa fase que está pra começar.

Boa noite a todos aqui presentes: Direção, coordenação, professores, funcionários,
alunos, amigos, pais de alunos e demais convidados que fazem parte desse eventoúnico nas nossas vidas – A colação de Grau dos Alunos das turmas 311 e 312 de2012 do Colégio Martins- Vila Isabel.
Quando estávamos no jardim da infância, nos perguntaram o que queríamos sequando crescêssemos. E logo, Dizíamos: Bombeiros, Astronautas, Presidentes, pilotos de avião, entre outros

Aos 10 anos, voltaram a nos perguntar e dissemos: Músicos, Artistas... e, bem, no meu caso, Atleta.

E agora que somos mais velhos, querem uma resposta mais centrada e mais séria.
O mais certo seria dizer: ‘Quem é que sabe?’
Muitos devem se perguntar por que estou dizendo isso. Logo eu, que sempre tive

plena convicção de fazer Direito. E a resposta é simples: Nada sabemos do futuro.
E nos preocuparmos demais com ele é tão eficaz quanto tentar resolver umaequação Algébrica mascando chiclete. Não adianta tomarmos decisões apressadas
e sem pensar, das quais podemos nos arrepender durante a nossa vida
profissional. Afinal, é o que pretendemos estudar nos próximos 4, 5 ou até 10
anos. É o que iremos fazer pelos próximos 30 a 40 anos.
Esse é o momento de cometermos erros. De pegar a linha do metrô errado e irparar na Pavuna. De se divertir, se apaixonar, de mudar de ideia e depois desmudar, porque nada é de fato, permanente.


Esse ano poderia ser definido de várias formas: Decisivo, estressante, assustador,
ou divertido, louco e engrandecedor. Durante esse período, os nossos nervos,
nosso autocontrole, nossa responsabilidade e nossa força de vontade foram
postas à prova. Mas graças ao apoio dos nossos queridos mestres e de todo o
corpo docente conseguimos, juntos, vencer essa batalha e concluir esse capítulo.
com louvor, posso até arriscar a dizer.

A palavra “acabou” não conseguiria de todo explicar o que sentimos. Teremos
saudades da convivência diária, das brincadeiras, das palhaçadas, das imitações.
Existem pessoas que conheci aqui e que pretendo levar comigo para o resto da
minha vida. Não sei se poderei realizar esse desejo, afinal, a partir de hoje
trilharemos caminhos separados e ficará cada vez mais difícil de nos encontrarmos.
Mas se há algo que eu aprendi nesses poucos 18 anos de vida, é que não importao quão distante estejam dois amigos, eles sempre manterão contato. Até porque,
hoje em dia, temos facebook, twitter, skype e várias outras formas de nos comunicarmos.

No início do ano, éramos a turma que ninguém dava nada pela gente.

Simplesmente porque –abre aspas- os melhores alunos – fecha aspas- haviam ido
para outra turma. Mas no decorrer do ano, isso mudou. As turmas, de um modo
geral, se mantiveram equivalentes e demonstrando garra em busca Uma vaga no
ensino superior, na maioria dos casos, público.
Sentiremos falta de nossos professores, que com suas filosofias de vida e ensino,
nos cativaram e nos ajudaram em todos os momentos que pensávamos em
desistir. Fosse para fazer uma aula mais lúdica com dinâmicas, simplesmente para
parar e perguntar: “Vocês tão muito pra baixo! Podem falando, o que houve?” oupara dar aquela pressãozinha necessária para estudarmos mais. Aos poucos,
aqueles professores que nos anos anteriores não gostávamos tanto haviam se
transformado nos nossos mais queridos mestres. Obrigado a todos você pelo
apoio, pela garra e pela vontade de ensinar. Vocês são mais que vitoriosos!
Para finalizar, é preciso enfatizar que esse não é um momento de tristeza porque

nos despedimos. Não; esse é um momento de reflexão, de aceitação. De olhar
para frente. Um momento de admitir que a vida de cada um de nós é feita de
fases. Tudo muda. O mundo muda; nós mudamos. Amadurecemos, e não
envelhecemos, até porque só envelhece quem quer. Nossas prioridades mudam e
mudarão; nossa leitura de mundo também. Não devemos nos entristecer porque
as coisas acabaram, e sim agradecermos porque elas existiram. Aliás, nada
acabou; muito pelo contrário. Esse é somente o começo, o nosso começo.
 Hoje é o dia em que nos tornamos cidadãos para o mundo. Hoje nos tornamos

responsáveis por algo que vai além de nós mesmos, nossos pais ou as nossas
notas. Hoje nos tornamos responsáveis para o mundo, para o futuro e para todas
as possibilidades que a vida tem a nos oferecer. Hoje nós viemos nos apresentar
de braços abertos. Para assumir a vida, assumir o amor, assumir a
responsabilidade e possibilidades. Hoje, meus amigos, começamos a maior
aventura de todas: O resto de nossas vidas. E eu, particularmente, mal posso
esperar.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Adeus ano velho, Olá vida nova

Don't you ever wonder what
will happen when it ends?


Eu sempre digo que não vou fazer textos sobre final de ano porque essa é a coisa mais lame que existe. E eu sempre acabo fazendo. Oras, alguém está surpreso?

2012 definitivamente não foi o melhor ano da minha vida. Eu surtei, chorei, quase perdi a cabeça várias e várias vezes. Tive vontade de desistir. Tive vontade de ficar na minha cama e não sair. Tive vontade de por tudo a perder, me estressei, briguei, gritei, xinguei dentre tantas outras coisas. Vestibular, os dramas do colégio, o drama da Juliana. E sinceramente, as vezes dá vontade de simplesmente fingir que esse ano não existiu

.
How Can we let go of the
The ones who we call friends?


Aí eu lembro das coisas boas. De tudo o que me fez feliz. Sobre como eu ganhei amizades, como tive relacionamentos - que acabaram dando errado, mas assim é a vida - como eu ri, eu comemorei, me diverti. Sobre as pessoas que eu ganhei na minha vida esse ano: O Shade, A Cah, A Lih, O Tauan, A Karol, A Gi, A Piquet, A Bia Lessa; pessoas que eu não quero que saiam tão cedo. Tive coisas boas: Os EACs, A Vigília e  finalmente, depois de 14 anos, acabou a escola.
E essa sensação de que tudo muda e ao mesmo tempo não. Sobre ano que vem começar duas  faculdades, ser dirigente, voluntário da JMJ. E ao mesmo tempo que tudo isso me preocupa eu mal posso esperar.

E eu não sei o que o futuro me aguarda, mas eu tô aqui, me apresentando de braços abertos para as possibilidades e as responsabilidades. Nesse ano, a vida começa de verdade, e será uma grande aventura.

And life starts now.