quarta-feira, 14 de março de 2012

I Want

É tudo muito confuso e estranho e feliz. E eu passo o dia todo pensando em você. Passo o dia pensando no que você deve estar fazendo, se você tá rindo, se você tá naquela mesma felicidade involuntária que eu tenho estado nos últimos dias. Porque eu passo e as pessoas perguntam se tem alguma coisa diferente. “O que aconteceu” ou por que volta e meia eu dou um daqueles sorrisos bobos e aparentemente sem sentido,  enquanto na verdade eu estou passando na minha cabeça o últimos acontecimentos over and over again. 
Não sei se agora eu tô parecendo o maluco, mas eu fico com medo também. Porque eu já vivi isso e doeu e eu tenho medo de que doa de novo. Mas eu não tô me importando, na real. Eu to vivendo. Vivendo e querendo. E eu sei que você quer, o que é bom. Porque é muito bom querer uma coisa que a outra pessoa quer também, E aí vocês passam a querer juntos. 
Então, eu fico me sentindo como se eu tivesse na pré adolescência de novo, ficando inseguro e escrevendo a mesma coisa umas 10 vezes sem saber se eu mando ou não.  E aí eu mando. E aí você responde. E vem aquela sensação estranha em que o seu peito acelera e bate forte e você tá feliz e o riso bobo volta a sua face.
E eu to assim. Você não é a única com buracos estranhos e erros e inseguranças. E talvez seja melhor assim, porque eu tapo os seus buracos e você tapa os meus, e aí a gente segue querendo junto e feliz, com as coisas bonitas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Three

The room’s hush, hush, and now’s our moment. take it in feel it all and hold it.” 

”O que tá acontecendo com a gente?” - Disse ela, não havia um tom de desespero. Era um tom de…receio. Receio de eles poderiam machucar um ao outro. Não era nem um pouco fácil. Ele também se sentia assim. Mas eles tinham decido que eles queriam, então eles iriam tentar, make it happen, sabe? 
“Sei lá. Só sei que é bom.”  - Ele se sentia feliz perto dela, e quando ele conversava com ela. E ela se sentia assim também. Quando eles estavam perto um do outro, os problemas da vida pareciam tão menores ou tão menos significativos do que felicidade eles viviam.
”É. Eu também acho.”

“Eyes on you, eyes on me. we’re doing this right.”

sexta-feira, 9 de março de 2012

Two


“Hoje na aula eu lembrei de você sabia?”- Ele disse enquanto mexia no seu copinho de sorvete. Ele nunca levava a colher a boca. Apenas brincando e esperando que o calor derretesse. - “Sério? Explique.” - Ela ria enquanto levava uma pequena colher a boca.
“Eu estava na aula lendo um texto sobre diferenças da língua. E aí o texto tinha a diferenças de sotaque e eu lembrei do seu.” - Disse ele rindo. - “Ah, nem vem! Meu sotaque nem é tão forte assim!” - Disse ela dando um pequeno empurrãozinho. Não para ele sair de perto dela, mas para que ele não a lembrasse que havia uma distância- por menor que fosse - que os separava.
“Nem é, mesmo. Mas é umas das coisas que me divertem em você.” - ele já havia ignorado totalmente o copo de sorvete e agora olhava para ela. - “É porque isso frequentemente acontece. Eu vejo você  nas coisas que eu vejo, nas coisas que eu leio…em tudo! será que eu tô ficando louco?” - Ela chegou mais perto dele nesse momento. Ela passa a mão pelo seu pescoço contornando-o - “Não.” - Disse ela cada vez mais próxima. - “Você não está. Ao menos, não sozinho.“ 

quinta-feira, 8 de março de 2012

One


“Por que você não me beijou naquele dia?” - Ela perguntou enquanto ele brincava com os cadarços do seu allstar que estavam sobre a perna dele. - “Eu não sabia se você queria. E você parecia insegura quanto a isso.” Ele falou naturalmente. - “Pois deveria!” - Disse ela em um tom ao mesmo tempo divertido e imperativo.
“Pois é. Talvez eu devesse ter beijado.” Disse ele chegando cada vez mas perto até chegar aos seus ouvidos. -“O ontem a gente não pode mais mudar. Mas o hoje ainda dá tempo.”

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cough Syrup

" Life it's too short to even care at all, oh"

Ele pôs cuidadosamente sua mão na dela. Ele tentou acalmar a si próprio. A verdade é que no dia anterior ele tinha vontade de ter dito muitas coisas que não disse. Ter feito coisas que não fez. E isso o deixava perplexo. Ela tirou rapidamente sua mão da dele e virou-se para conversar com outra pessoa por alguns momentos.

Ele apenas voltou a fazer algo no momento em que percebeu que ela estava distraída.

Suas mãos agora passavam pelo seu rosto. Um depois do outro, de uma forma devagar e uniforme. Ela não se mexe e ele tem medo de que ela esteja desconfortável com a situação, porém ele inexplicavelmente continua.

A conversa continua e alguém no meio solta uma piada engraçada da qual todos caem na gargalhada. Ela projeta o seu corpo pra frente e assim ele o faz. Tendo uma oportunidade aninhar cabeça sobre as costas dela por um momento.


Sua cabeça gira e ele continua tocando o seu maxilar e chega mais perto. Ela permanece imóvel. Ele tem medo de ela realmente estar desconfortável em perguntar o que estava acontecendo, ainda mais na frente dos outros. Eles, é claro, provavelmente já tinham notado o impasse.

Ele olha para ela e em determinado momento seus olhos se encontram. Ele não conseguia decifrar o que ela estava sentindo. E isso o deixava nervoso, Pois ele tinha medo de estar sendo completamente inconveniente.


Ela apoia sua cabeça sobre o peito dele. Enquanto ele brinca de fazer nozinhos em seu cabelo carinhosamente. Parecia que ao mesmo tempo todos estavam na sala e que só havia eles naquele momento. Seu coração estava pulsando forte e ele sabia que ela estava sentindo isso. Mas ele não se importava.

Porém não havia reação dela. Pelo menos, nenhuma que ele houvesse julgado como um sinal para continuar. Ele tinha medo de estar forçando as coisas. E por um momento tentou-se desvencilhar, ele não ia fazer nada que ela não quisesse. Ele não queria forcá-la a nada.

Enquanto ele tenta se desvencilhar ela o segura pelo braço e os dois se beijam. Os dois não sabiam o porquê não fizeram isso antes ou o porque tinham feito.

Mas ele sabia- e como ele sabia - que a vida era muito curta pra se preocupar tanto assim. Então, ele preferiu só viver.


 ”One more spoon of cough syrup now, oh”

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

1 year

Será que no céu tem internet? Bem, eu não sei, mas se de alguma forma você ler isso eu já vou ficar feliz. 
Mãe, Já faz um ano ! E tanta coisa aconteceu. Em tantos momentos eu precisei daquele conselho que só você sabia dar, daquela calma que você me passava quando tudo parecia tão desesperador, daquele colo quando tudo parecia perdido.Daquela bronca necessária quando eu fazia besteira. E Apesar de todos os seus problemas, apesar de tudo o que você passou, você tinha paciência pra ouvir os meus dramas de adolescência,tão pequenos quando comparados aos seus. Você tinha tempo para ser mãe, amiga, companheira, confidente, e de tudo isso eu sinto tanta falta! Mas eu sei que você tá muito melhor aí em cima com O Cara. Que você tá muito melhor do que você estaria se ainda tivesse aqui comigo. E isso me tranquiliza e me deixa muito feliz.
Tem tanta coisa que eu queria dizer...mas tem algo que resumi tudo isso: Eu te amo. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

To new beginnings

E um novo ano começa. E com ele os nervosismos, as inseguranças, a vontade de que ele passe logo e que também que não passe. Pra que 2012 possa me trazer todas as alegrias que 2011 não trouxe. Tá na hora de virar a página. Começar o último capítulo de um livro pra começar o volume 2. Com muito mais emoção, alegria, coisas boas e doces. E eu fico repetindo pra mim mesmo e pedindo aos céus: "Que seja doce." Que 2012 seja o ano mais doce de todos.